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Missão Internacional iConects 2026 

Missão Internacional iConects 2026 conecta gestores públicos, inovação e experiências urbanas em Lisboa e Barcelona. 

Programa reúne representantes de governos, consórcios, associações, universidades, entidades técnicas e empresas em uma agenda voltada à transformação digital, gestão urbana, sustentabilidade e cidades inteligentes. 


Entre 27 de outubro e 6 de novembro, uma delegação brasileira participa da Missão Internacional iConects 2026, com atividades em Lisboa e Barcelona. A programação combina capacitação, encontros institucionais, visitas técnicas e participação no Smart City Expo World Congress 2026, um dos principais encontros internacionais dedicados à inovação e ao futuro das cidades. 

Promovida pelo Instituto iConects em parceria com a , a missão foi estruturada para aproximar gestores públicos, lideranças institucionais, especialistas, universidades e empresas de experiências concretas relacionadas à transformação das cidades. A iniciativa é precedida pelo Programa de Capacitação Cidades que Aprendem, desenvolvido em parceria com a Urban Tech com apoio técnico-institucional do CINCATARINA, EGEM e CIGA. 

Mais do que conhecer novas tecnologias, a proposta é observar como diferentes cidades e organizações estão utilizando dados, inovação, novos modelos de gestão e cooperação para melhorar serviços públicos, aumentar a eficiência operacional e preparar os territórios para desafios econômicos, sociais e ambientais. 

“O objetivo é proporcionar uma experiência que vá além da participação em uma feira internacional. Queremos criar condições para que gestores e lideranças conheçam projetos em funcionamento, conversem com quem está conduzindo essas transformações e retornem ao Brasil com referências que possam ser adaptadas às realidades locais. A missão ganha valor quando o conhecimento adquirido se transforma em novos projetos, parcerias e melhores decisões para as cidades”, afirma Elói Ronnau, presidente do Instituto iConects. 

Preparação começa antes da viagem

A programação da Missão Internacional começou ainda no Brasil, por meio do Programa de Capacitação Cidades que Aprendem.

 
A agenda preparatória aborda temas diretamente relacionados aos desafios que serão observados em Portugal e na Espanha, permitindo que os participantes cheguem à missão com referências conceituais e questões previamente estruturadas.

 

Entre os encontros realizados está a palestra “Cidades que Aprendem — Interoperabilidade, Governança e Soberania de Dados”, conduzida por Gilsoni Lunardi Albino, com uma abordagem sobre a capacidade das cidades de integrar sistemas, organizar seus dados e transformá-los em conhecimento para a tomada de decisão. 

O programa também contempla discussões sobre gestão da transformação digital, com Rodrigo Bianchetti e Ismael Melo, além da palestra “Cidades que Aprendem — Orquestração do Ecossistema”, conduzida por Thais Nahas. A preparação inclui ainda orientações específicas para a imersão internacional. 

A proposta é estabelecer uma conexão entre os conteúdos discutidos previamente e aquilo que será observado durante a missão: interoperabilidade, governança, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, gestão de serviços urbanos, inovação aberta, planejamento urbano e capacidade institucional. 


Lisboa: inovação aplicada aos serviços e à transformação urbana

A primeira etapa internacional acontece em Lisboa e região, com abertura institucional prevista na Embaixada do Brasil em Portugal. 

O encontro reunirá a delegação para apresentação dos objetivos da missão e alinhamento da programação, marcando o início da agenda técnica. 

Na sequência, diferentes visitas permitirão conhecer experiências portuguesas relacionadas à inovação urbana e à modernização dos serviços públicos. 

Uma das agendas será realizada no Beato Innovation District e Unicorn Factory Lisboa, ecossistema instalado em uma antiga área industrial da capital portuguesa. O projeto reúne startups, empresas, investidores e pesquisadores e funciona também como ambiente de experimentação de soluções urbanas. 

A transformação de antigas áreas urbanas e industriais em ambientes de inovação será um dos temas observados ao longo da missão, aproximando desenvolvimento econômico, empreendedorismo, planejamento territorial e políticas públicas de inovação. 

Outra frente da programação estará relacionada à economia circular e à gestão de resíduos urbanos, com visita técnica ao Centro de Triagem e Ecocentro do Lumiar, da Valorsul. A agenda permitirá conhecer processos de recolha seletiva, triagem, valorização de materiais e gestão integrada de resíduos. 

Na área de saneamento e sustentabilidade, a delegação conhecerá a Fábrica de Água de Alcântara, da Águas do Tejo Atlântico. A unidade é uma referência na transformação de águas residuais em novos recursos, incluindo água reciclada, energia e biolamas, permitindo discutir eficiência operacional, reaproveitamento de recursos e monitoramento aplicado ao ciclo urbano da água. 

A programação inclui ainda uma visita ao Grupo Casais, em Sintra, para conhecer a aplicação do sistema construtivo industrializado CREE. A experiência permitirá discutir produtividade, sustentabilidade, redução de resíduos e a adoção de processos construtivos industrializados. 


Cascais: dados como instrumento de gestão urbana

Um dos destaques da etapa portuguesa será a visita à Cascais Ambiente, organização responsável por diferentes serviços urbanos do município de Cascais. 

A programação prevê a apresentação de iniciativas como o Smart Waste Management, o Cascais Smart Urban Cleaning e o CABI — Cascais Ambiente Business Intelligence. 

A experiência é especialmente relevante para municípios brasileiros porque demonstra como informações geradas pela operação cotidiana podem ser utilizadas para monitorar serviços, acompanhar indicadores e apoiar decisões. 

O interesse não está apenas na tecnologia empregada, mas no modelo de gestão construído a partir dela: integração de informações, acompanhamento operacional e utilização de dados para melhorar a alocação de equipes e recursos. 

Esse é um dos princípios que orientam a própria proposta da Missão iConects: compreender como dados deixam de ser apenas registros administrativos e passam a funcionar como instrumentos de gestão. 

Barcelona: cidade 

como laboratório de transformação

Após a etapa portuguesa, a delegação segue para Barcelona. 

Antes e durante a participação no Smart City Expo, a programação técnica permitirá observar a própria cidade como referência de planejamento e transformação urbana. 

Entre as atividades previstas está uma visita técnica ao Distrito 22@Barcelona, desenvolvido a partir da transformação de antigas áreas industriais de Poblenou. O projeto tornou-se referência internacional por combinar empresas intensivas em conhecimento, universidades, habitação, patrimônio industrial, inovação e novos espaços públicos. 

Outro roteiro abordará diferentes momentos do desenvolvimento urbano de Barcelona, passando pelo Plano Cerdà e o Eixample, as transformações relacionadas aos Jogos Olímpicos, o 22@ e experiências contemporâneas como as Superilles. 

A intenção é relacionar desenho urbano, mobilidade, inovação, desenvolvimento econômico e qualidade dos espaços públicos, permitindo aos participantes observar como decisões tomadas ao longo de décadas influenciam a cidade contemporânea. 

Smart City Expo 

World Congress

A etapa final da missão será dedicada ao Smart City Expo World Congress 2026, em Barcelona. 

Durante três dias, a delegação acompanhará debates, soluções e experiências apresentadas por cidades, governos, empresas, universidades e organizações de diferentes países. 

A programação deverá permitir contato com temas como inteligência artificial aplicada às cidades, gestão de dados, mobilidade, sustentabilidade, resiliência climática, infraestrutura urbana, energia, transformação digital e novos modelos de prestação de serviços. 

O evento também será utilizado como espaço para agendas individuais e institucionais, aproximando os participantes brasileiros de organizações e projetos relacionados aos seus próprios desafios. 

Para Thais Cristhina Strassmann Nahas, responsável pela curadoria e articulação de ecossistemas do iConects, a construção das agendas procura justamente evitar uma experiência genérica. 

“Nosso trabalho de curadoria parte do perfil dos participantes e dos desafios que eles trazem. Buscamos conectar a programação geral da missão com agendas que façam sentido para municípios, consórcios, associações, universidades e empresas. A ideia é que cada visita ajude a responder perguntas concretas e, ao mesmo tempo, amplie a visão sobre como diferentes atores podem trabalhar juntos na transformação das cidades”, destaca. 


Delegação reúne diferentes perspectivas sobre a cidade

A composição da Missão Internacional 2026 reflete essa proposta multidisciplinar. 

A delegação conta com prefeitos e representantes de municípios de diferentes portes, dirigentes de consórcios públicos e associações regionais, secretários municipais, representantes do Legislativo, universidades, entidades profissionais, organizações de inovação e empresas de tecnologia.
Entre os gestores municipais confirmados estão os prefeitos Ari José Galeski, de Timbó Grande; Castilho Silvano Vieira, de Sangão; Hélio Alberto Jr., de Grão-Pará; Paulo Eduardo da Costa Freire, de Natal; e Solange Back, de Anitápolis. 

Também integram a delegação representantes das administrações municipais de Tubarão, Antônio Carlos, Florianópolis e outras cidades, além de integrantes da Câmara Municipal de Natal e representantes do Legislativo federal. 

O grupo institucional inclui dirigentes do CINCATARINA, CIGA, EGEM, CIM-AMUREL, AMVE, Prefeitura de Florianópolis, Urban Tech e CREA-SC, além de pesquisadores e representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, organizações de inovação e empresas que atuam com tecnologia e desenvolvimento urbano. 

Também estarão presentes profissionais e pesquisadores das áreas de engenharia, arquitetura, tecnologia, inovação e desenvolvimento urbano, reforçando o caráter interdisciplinar da missão. 

Das referências internacionais à realidade das cidades brasileiras

Um dos desafios centrais da missão será transformar referências internacionais em aprendizado aplicável. 

Cidades europeias e brasileiras possuem contextos institucionais, financeiros e territoriais diferentes. Por isso, a proposta não é simplesmente reproduzir soluções observadas durante a viagem. 

A missão pretende identificar princípios, modelos de governança, arquiteturas tecnológicas e práticas de gestão que possam ser adaptados. 

Experiências de monitoramento de resíduos, por exemplo, podem gerar referências para melhorar contratos de limpeza urbana e coleta nos municípios brasileiros. Soluções de reutilização de água podem estimular novas abordagens para sustentabilidade e resiliência. Modelos de inovação aberta podem contribuir para a relação entre governos, universidades e empresas. Arquiteturas de dados podem permitir que diferentes sistemas públicos trabalhem de forma integrada. 

Esse aprendizado também pode produzir impactos econômicos. 

Ao integrar sistemas que já existem, utilizar melhor os dados disponíveis e acompanhar a execução dos serviços, governos podem reduzir retrabalho, identificar desperdícios, direcionar equipes com maior precisão e melhorar a fiscalização dos contratos. 

A transformação digital deixa, assim, de ser compreendida apenas como aquisição de tecnologia e passa a ser tratada como transformação da capacidade de gestão. 

Cidades mais preparadas para responder a novos desafios

Outro eixo que acompanhará a missão é a resiliência urbana. 

Eventos climáticos extremos, mudanças demográficas, pressão sobre infraestrutura e necessidade de maior eficiência financeira estão exigindo das cidades capacidade crescente de planejamento e resposta. 

Nesse cenário, dados ambientais, informações territoriais, mobilidade, infraestrutura, serviços públicos e capacidade operacional precisam ser analisados de maneira cada vez mais integrada. 

Uma cidade que conhece melhor seus ativos, acompanha seus serviços e consegue compartilhar informações entre diferentes áreas tem condições mais favoráveis para antecipar riscos e coordenar respostas. 

Esse conceito está diretamente relacionado à ideia de “Cidades que Aprendem” que orienta o programa de capacitação. 

Uma cidade aprende quando consegue transformar a experiência acumulada em melhores decisões — utilizando tecnologia, mas também fortalecendo governança, pessoas, processos e cooperação institucional. 


Cidades mais preparadas para responder a novos desafios

Outro eixo que acompanhará a missão é a resiliência urbana. 

Eventos climáticos extremos, mudanças demográficas, pressão sobre infraestrutura e necessidade de maior eficiência financeira estão exigindo das cidades capacidade crescente de planejamento e resposta. 

Nesse cenário, dados ambientais, informações territoriais, mobilidade, infraestrutura, serviços públicos e capacidade operacional precisam ser analisados de maneira cada vez mais integrada. 

Uma cidade que conhece melhor seus ativos, acompanha seus serviços e consegue compartilhar informações entre diferentes áreas tem condições mais favoráveis para antecipar riscos e coordenar respostas. 

Esse conceito está diretamente relacionado à ideia de “Cidades que Aprendem” que orienta o programa de capacitação. 

Uma cidade aprende quando consegue transformar a experiência acumulada em melhores decisões — utilizando tecnologia, mas também fortalecendo governança, pessoas, processos e cooperação institucional. 


Conhecimento compartilhado após a missão

A Missão Internacional iConects 2026 também pretende estimular a continuidade das conexões estabelecidas durante a programação. 

Os aprendizados, referências e contatos construídos em Lisboa e Barcelona poderão apoiar novas cooperações entre municípios, consórcios, associações, universidades e empresas. 

O retorno da delegação não representa, portanto, o encerramento da iniciativa. 

A expectativa é que a experiência contribua para novas discussões e projetos relacionados à modernização da gestão pública, sustentabilidade, inovação, dados, infraestrutura e desenvolvimento urbano. 

Mais do que conhecer cidades inteligentes, a proposta é compreender como cidades aprendem — e como esse aprendizado pode se transformar em melhores serviços e qualidade de vida para as pessoas. 

Sobre a Missão Internacional iConects 2026

A Missão Internacional iConects 2026 integra o Programa de Capacitação Cidades que Aprendem e reúne representantes do setor público, instituições, universidades e empresas em uma agenda de imersão técnica em Portugal e Espanha. 

A programação inclui atividades preparatórias no Brasil, visitas institucionais e técnicas em Lisboa e região, agendas sobre planejamento e transformação urbana em Barcelona e participação no Smart City Expo World Congress 2026. 

A iniciativa é realizada pelo Instituto iConects, com apoio técnico-institucional do CINCATARINA, EGEM e CIGA. 


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